11.11.14

assalta-me a ideia de que a vida é um acto em momento/movimento e eu já não faço parte dela. olho-me ao espelho e só vejo solidão, cinza disperso, boca disforme, vozes murmúrio que ficaram presas à memória. percorro mais uma vez a casa que foi nossa, a cama onde nos deitámos, não estás, a chuva recomeça.

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.