27.4.15

tengo la seguridad de que tenemos el mismo tipo de sangre podrida
                            -somos la cal que asesina todo-
el viento envenenado que se pega a la piel de las manzanas
Nicolas Laborie

26.4.15

Diário de Alina Reyes - 20 de Janeiro


[...] não gostam de mim, da distante. É a parte de que não gostam, e como não me há-de dilacerar por dentro sentir que me batem ou que a neve me entra nos sapatos quando Luis María dança comigo e a sua mão na cintura me vai possuindo como um calor ao meio-dia, um sabor a laranjas perfumadas ou tacuaras esmagadas, e batem-lhe e é impossível resistir, e então tenho de dizer a Luis María que não estou bem, que é a humidade, humidade no meio dessa neve que não sinto, que não sinto e me está a entrar nos sapatos.

in Bestiário (1951)


[este conto, Distante, lembra-me o filme de Krzysztof Kieślowski, La double vie de Véronique, de 1991.]

25.4.15

Mikko Lagerstedt


24.4.15

Alberto Buzzanca

15.4.15

Yes, it’s all easy when you know why, a mere matter of magic.

13.4.15

Pinta a terra no meu
corpo



12.4.15

na polpa dos meus dedos, o amor. cheira a musgo e a sal.
The silence comes suddenly




























natalia drepina

10.4.15

Abenjacan regressou com notícias de Borges, um curto bilhete sujo de terra, escrito entre moribundos e cadáveres. o inimigo conseguiu atravessar o rio negro e caminha rapidamente para leste, é necessário detê-lo. a pedido do general Isidro Vidal, Borges lidera o seu exército de mil homens cansados de volta ao campo de batalha. Ulrica teme, invocará Odin.
Etre seul c'est s'entraîner à la mort.

8.4.15

Hugues Erre

5.4.15

dá-me trinta minutos da tua vida.
Ulrica acredita que todas as árvores são mágicas. só assim pode entender que delas nasçam os livros e deles a magia de poder ser árvore ela também. quando Borges lhe ofereceu a rara poetisa egípcia, Ulrica ganhou raízes mais profundas, ramos mais fortes e folhas mais verdes. do sangue, gerou seiva, do vento, fez lamento, e botânica ficou.

2.4.15

Talvez sejas a breve 
recordação de um sonho 
de que alguém (talvez tu) acordou 
(não o sonho, mas a recordação dele), 
um sonho parado de que restam 
apenas imagens desfeitas, pressentimentos. 

catia chien 


1.4.15

Lecciones de la metamorfosis
por Silvina Ocampo, 
esposa de  Adolfo Bioy Casares

Nube que miras en lo alto del cielo
mi condición humana y modificas
las formas de tu cuerpo y de tus caras:
si alguna vez he visto deshacerse
tu cuerpo de caballo o de sirena,
tus ojos y tu pelo cruel de Erinia,
tus vírgenes perdidas con un ángel
entre las sombra de una playa inmensa,
el velero que se hunde en la tormenta
o un frágil ciervo entre las rosas de oro
de un antiguo poniente indescifrable;
si alguna vez he visto desmembrarse
un reino donde no gobierna nadie,
un templo en que quedaron misa rodillas
prosternadas al pie de un muro blanco,
tan blanco que hasta el sol pierde su faz,
sabrás que sos mi lecho cuando duermo,
que tus lecciones de metamorfosis
he querido seguir hasta la muerte
entregándote toda mi esperanza.

Leu a Invenção de Morel e acreditou que lia sobre si.

Sonhei com Faustine. O sonho era muito triste, muito emocionante. Despediamo-nos; vinham buscá-la de barco. Depois voltávamos a estar sós, despediamo-nos com amor. Chorei durante o sonho e despertei com um desespero inconsolável, porque Faustine não estava ali, e com lágrimas de consolação porque nos tínhamos querido ambos sem disfarces.