3.6.15

malditas as noites que maltratam os dias. asfixiam-me, para me deixar sorver um pouco de ar junto à madrugada. recomposta, recebo então o cansaço, pesado como placas de chumbo, metal maciço, pedra tumular, dores no peito. acordo, mais um dia, já cansada, doente da fadiga que se desincorpora da alma, essa vil, estupidamente fraca, e obsoleta alma. não quero morrer bocejando.