20.9.15

os tractores toda a tarde na mesma volta, no ar um cheiro doce a uvas esmagadas, nos rostos o sorriso aberto agradecendo o sol, que ajudará na graduação. vejo-os chegar, sorrio-lhes à passagem. sozinha, permito que as lágrimas me aflorem os olhos. sinto a dor do costume queimar-me o estômago, tento apaziguá-la, ficando quieta por alguns momentos. quando a julgo adormecida quanto baste, meto a primeira e arranco, fugindo. não esperava encontrar a memória do meu avô num cruzamento.