13.11.15

Pretinha, a gata, olha-me com a curiosidade do costume. já se vai habituando a mim, mas a cautela da rua, afasta-a da minha tentativa de chegar mais perto. sei que tem comida e água, um sítio para se abrigar. tranquila, fecho o carro e despeço-me dela com algumas palavras meigas.
entendo bem a Pretinha. para que haveria ela de amolecer o instinto, se a vida já lhe ensinou que há sempre um pontapé escondido? podemos não evitar a pancada, mas não seremos apanhadas de surpresa.