14.12.15

ah!, fosse eu heroína de um romance antigo e golpearia delicadamente os pulsos com a faquinha da correspondência, amolada de véspera, na pedra mármore da cozinha. seria encontrada numa cama de dossel, entravada entre as bonecas de porcelana e os lençóis de bordado inglês, espilrados de sangue, e eu lívida, de braço tombado ao chão, acenando o meu adeus. 

não há sublimação na banalidade dos dias tristes.