15.1.16

em pequenos, deviam dizer-nos, vai e morre feliz. e a partir daí, o peso de carregar a preciosidade da vida seria uma nuance. a culpa de não merecer tamanho milagre, de não estar à altura do expectável, daria lugar a uma raiva purificadora, dirigida à divindade que nos obriga a morrer, todos os dias. afinal, o que é a vida, senão a morte em movimento?