9.1.16

em silêncio, observa o velho casarão, a hera continua a trepar pelas paredes da cozinha, virada a nascente, as framboeseiras, plantadas debaixo da janela do quarto que ardeu, alastraram às janelas circundantes, o deodara, trazido pelo homem que morreu jovem, acompanha a altura da casa onde ela é mais alta e faz sombra ao espírito do seu plantador. um tapete de erva alta cobre o chão lateral, por baixo dele, o sangue do galo que atacou, durante as fundações. mais abaixo, a laje sobre a qual colocavam o ringue de papel com dois escorpiões. a excitação e o medo, assistindo à luta - até à morte. hoje, abandonada numa decadência romântica, quem morre é a casa.