31.1.16

não acredito que sempre que um desconhecido nos observa demoradamente, em detrimento do Expresso, esquecido na mesa, ao lado de uma garrafa de água sem gás, a coisa tenha que ver com atracção. observando a minha fraca figura, reflectida no espelho em frente ao balcão, branca como uma boneca de cera, mais insossa do que a manteiga da torrada, aposto a nota de dez euros que me sobrou na carteira, como muitas vezes - como esta agora - tudo não passa de simples curiosidade.