13.2.16

a dor penetra-me, como um falo majestoso, potro bravo relinchando, concupiscente. atravessa-me o ventre, em ondas de fogo, que me lambem, demoradas, as entranhas. a cada estocada, cada vez mais profundas, sinto-lhe uma glande macia, que me atinge a entrada do núcleo vital, universo intragaláctico, mundo das sombras, onde as almas se fundem em explosões, torrentes de lava seminal.

abandono-me, para que me recolha inteira e me guie na viagem. 


aspiro-lhe o espasmo. bebo-lhe a semente alva, fonte da vida.