7.2.16

caminhamos juntos, os cinco, com destino ao portão grande. deito o passo à velocidade de sr. gato, o mais velho, que, para minha alegria, continua activo e curioso, não obstante os dois séculos que já deve ter vivido. e lembrar-me de que, quando me conquistou no gatil, já era idoso... mantenho a vigilância redobrada, o bicho está surdo que nem uma porta, não quero que se perca de mim. bastou-me o susto do ano passado, no dia em que o chefe dos trolhas, um d. juan imbecil, deixou o portão aberto e fui dar com ele, perdido, junto à estrada dos racings. dos outros quatro, Ramirez, o mais solitário, salta entre os tufos altos de erva, no caminho dos ciprestes, alternando o lugar da frente com Marlon Brando, o jeitoso mais novo do bando. Corto Gatês, absorto nos seus pensamentos, circula ao sabor da sua vontade, ora esperando por mim, ora afastando-se para perto das árvores. neste curto passeio, que alongo propositadamente, encontro a doçura e a serenidade que me vieram no leite materno. gosto de mim, assim. muito.