28.2.16

na pequenez da sua banheira, sempre nadara de costas, de olhos postos nas manchas do tecto. quando, sentada nas bancadas da piscina municipal, alguns anos antes, descobrira que a maioria preferia nadar de bruços, focando o olhar no objectivo final, ainda tentou igual façanha em casa. um desastre. os braços, sem espaço, a bater nas bordas brancas de esmalte, ficaram negros de magoados. os joelhos, de igual maneira. nada mais viu do futuro, para além do fundo da banheira.
voltou ao estilo habitual, sem mais ilusões.