15.3.16

acordei com a recordação. estávamos os dois no sopé da serra, onde começa a estrema, e eu fazia festas no pequeno potro pela primeira vez, enquanto ele, totalmente embevecido sob uma voz de trovão, falava com a égua parida. lembro-me do sol a banhar-me a cara, numa primavera ainda envergonhada, e de ter fechados os olhos, gritando, não me morras tu também. foi um grito tão mudo, quanto profundo. o potro, assustado, fugiu para junto da mãe.