31.3.16

boiei dentro de um corpo branco, numa água perfumada com óleos de jasmim, a rainha da noite que - dizia a menina da loja - tudo ajuda a curar. nada mau para um cadáver porvir. estava neste alumbramento floral, afrodisíaco em águas mortuárias, quando a vejo, no seu habitual ballet de tecto, Milu, a pequena. incansável bichinho, só recolheu as patas tecedeiras, quando o corpo se ergueu e a mão me avançou para a toalha.
obrigada, pequena Milu. ici commencent vraiment les mémoires...