31.3.16

Damas, o cavaleiro do espaço, repousa a lábia de poeta bandido, pobre incompreendido, na cadeira giratória do Sr. Ernesto. Apare-me isso com cuidado, repete vezes sem conta, temendo que o fogo se lhe murche sob a raiz dos pêlos cortados. Descanse rapaz, que não há-de perder menina, responde-lhe o bom homem, sem fazer caso da nervoseira. Damas, o sansão do social, brioso do seu piloso, salta por fim da cadeira, dá uma volta completa e atira-se à rapariga das lavagens, Diz-me lá, Fátinha, estou bonito? De verdade? Dá cá um beijinho então! 
E a Fátinha ri-se, envergonhada, abanando a cabeça que sim. Beijinhos, Damas, é que não.