24.3.16

naquele dia perdi a cabeça, coisa tão rara que ainda saboreio o devaneio. entrei na loja mais cara e comprei os sapatos vermelhos, que imediatamente me elevaram aos céus. eu, fútil me confesso, e hoje, ao passar a porta da clínica, não pude deixar de a ouvir, com um par de sapatos, compravas-lhes comida para um mês. não tens vergonha?
tenho, consciência. vergonha e um par de sapatos novos.