3.4.16





Onde estás, meu pai?

No coração da terra, nos troncos das árvores, no zângão que zumbe e na nuvem que passa. Da minha carne, milhões de animais rastejam pela floresta. Em breve serão húmus, erva ou caruma, um pequeno musaranho ou uma libelinha do rio, grito de ave em esplendor. Pó, cinza, lôdo, lama, névoa e tempestade. O raio e o trovão. Sou a pedra quieta, o instante em que tremes, o jeito da tua mão. Olha dentro de ti.

Estás morto.