7.5.16

se fosse possuidora integral da minha existência, acordava todos os dias com um pequeno-almoço francês. após o banho de espuma, essência de jasmim, vestiria um quimono de seda e faria da cama uma biblioteca de babel. almoçava ao sol, sob uma parreira, no sul de itália, onde chegaria numa vespa cor de sangue; à tarde, daria uso aos binóculos, percorrendo colinas e estepes, em busca da rota da aves do mundo. já sob um manto de estrelas, o cheiro da maresia entrando pela varanda, setembro a terminar, deleitava o palato com frutas exóticas, ouvindo ragas medicinais, dançando, - a alma a transbordar no corpo quente -, até adormecer.