26.6.16

Diane Morales

Já não há poetas.

Há vacas para o matadouro,

prontas para o abate.

Morte limpa e certeira: um livro de poemas.

Morte organizada e asséptica entre capa, lombada

e fotografia da jovem vaca enquanto poeta.

Todos os dias é preciso matar uma vaca,

imprimir um livro, chamar-lhe poeta

Cabeças de gado para servirem a horda faminta de

comedores de carne poética processada.


Cada vaca dá poesia para dois meses.


Três no máximo.

[poesia no matadouro, ler completo aqui:o melhor amigo]