29.6.16

dizia a farmacêutica, simpática, para ter cuidado, que o medicamento dava sonolência pesada. fique descansada, menti, tomo-o só quando chegar a casa. cinco minutos depois, no café do lado, uma garrafa de água natural, se faz favor, vai de enjorcar a bolinha branca milagrosa. induzida pelo poder da sugestão, regressei vagarosamente, temendo qualquer cerrar de olhos mais prolongado. não queria ficar a dormir na relva, onde cagam todos os cães e vomitam os finalistas.
cheguei, comi a sopa, (que delícia de sopa, senhores), fucei a manga sem gosto, recusei o café, não fosse entrar em ebulição, mas do sono ainda nada. olho para a pilha de papéis, depois para a lista de emails, por fim, para o papel dos agendamentos, e fico a matutar se não deveria tomar a dose reforçada.