6.6.16

mas que beleza, isto das famílias felizes virem acampar numa das estremas do meu vasto território agrícola. o rio vai calmo, ao que parece, ideal para as crianças - esses pequenos seres humanos que guincham como doninhas /informação confirmada: as doninhas guincham/ - brincarem com os seus jacarés flutuantes e as suas bolas flurescentes. aposto mentalmente como daqui a pouco, entre o cheiro das febras assadas, hei-de ouvir uma valente pimbalhada. nesta confusão alegre, as mães de família, escondidas nas suas túnicas largas, trocando informações ternurentas sobre as crias e os seus Zé Manéis, os pais mamando jolas e grasnando sobre a boazona do iate do criastiano ronaldo, e as crianças - herdeiros dos melhores genes de seus progenitores - gritam e gritam e gritam, tanto e tão alto, que me confundem entre sossegar a atenção ou ligar o 112.
onde está a minha Niflheim abandonada às silvas e aos grasnidos dos patos bravos do rio? ah, estivesse a minha mãe perto de mim e diria de imediato, mas que bicho do mato me saíste!, (percebe, estimado leitor? o mato é meu.)

onde estão os enxames quando se precisa deles?...


[não, nada disso, amigo leitor, não é sobranceira da minha parte, é mesmo falta de paciencia a azeiteirice.]