25.6.16

muitas horas seguidas, mal sentada, em frente ao computador, eis o motivo que dei à senhora do salão, quando mo perguntou. eram sete e cinco e já estava nua, deitada numa marquesa branca, dentro de uma pequena sala aquecida e com pouca luz. para acompanhar a sessão, disse-me numa voz macia, tinha colocado um som de fundo, com o arrulho das ondas a espraiar. pareceu-me perfeito.
pedi a massagem completa, de sessenta minutos. como um homem que paga a sua puta, eu queria as mãos daquela mulher no meu corpo, uma hora inteira de prazer. o primeiro espasmo veio, logo que as mãos desceram, oleadas e firmes, polegares pressionando sobre a espinha, até ao final da zona lombar. depois, o mar tomou conta de mim. não me lembro de mais nada.