11.6.16

observo o meu quadrado verde, a um canto da seara, e pergunto-me por onde andará o homem. não o vejo há vários dias. talvez semanas. tão pouco me lembro de ter visto a mulher, ou o cão. sou fraca vizinha, escassa no trato social. deveria telefonar-lhes, ou passar de carro à sua porta, tentando adivinhar presença humana? 
trespasso a vinha inteira com os olhos e já não é no homem que penso. se pudesse, quem desaparecia era eu.