18.7.16

influenciada, confesso, pela Julieta da mãe preocupada, depois pela menina Palmy, e, recentemente, pela doce Susana, deixei-me levar pelo desejo estético de me tornar numa flor urbana, da raiz à ponta das pétalas -- comprei uma orquídea. /para mim/. coisa que nunca fiz e me trouxe à lembrança os tempos, talvez quinze anos passados, em que a madrinha mas oferecia. dizia que combinavam comigo, bonitas e difíceis. /que mais pode querer uma jovem mulher escutar, mesmo que de uma madrinha?/
a minha orquídea, a quem apelidei de Violeta, convive, por agora, tranquila com a poinsétia, uma sobrevivente do último holocausto natalício. são estas três flores /e um pc azul petróleo/ que lhe desejam uma segunda-feira sem espinhos.