5.7.16

na prisão onde estou há dez anos, todas as sextas-feiras há um banho comum. as fêmeas, humanas, criaturas e robóticas, são escoltadas pelos guardas do olho cego para o pavilhão do líder supremo e lavadas a jactos de água a setenta graus e sabão de pedra-pome. nós, as humanas, com o tempo, fomos aprendendo a sobreviver às queimaduras. qualquer ursa-estrela de jupiter ii nos tapará com o seu corpo gigante e peludo, em troca de carícias nos calcanhares e ratos albinos ainda vivos.