17.7.16

não eram ainda seis da manhã, quando o cowboy passou, a trote, perto do lugar onde me costumo sentar. hoje trazia um chapéu castanho, que preferi ao preto que lhe conhecia. menos de dez minutos, eu fingindo que me apetecia o livro, mas sempre de olhos postos nas gordas, vejo-o de regresso. não entendo por que me olha sempre daquela maneira, como se eu estivesse a mais na sua paisagem, um engodo da cidade. detesto-lhe a sobranceira, mas respondo-lhe à saudação. idiota...