4.7.16

o fresco da noite exala um cheiro doce a palha cortada. avanço no restolho, finalmente liberta de mais um dia sem fim, cheio de mundo que recebo à superficie. um cão ladra ao longe, os pensamentos evolam-se, numa leveza de odor a ervas cortadas. no silêncio, onde apenas os meus passos estalam as novas camadas de chão, caminho sem rumo, seguindo um rasto invisível que não temo. a escuridão adensa-se. continuo. há quem tenha medo das cobras, como o homem da meia-noite, que bate a vara durante todo o caminho, eu prefiro afastar-me das multidões.