1.7.16

prefiro não ver, mas quando calha os cães darem-lhe conta, fico a olhá-lo cá de cima, até que atravesse. atemorizo-me por aquele homem que não conheço, batendo as ervas altas às cobras, num desespero sonoro. mesmo sabendo a resposta, pergunto-me sempre, sem tirar os olhos da luz trémula que avança, por que caminha alguém através do que tanto tem medo?

o medo enfrenta-se, atravessando. sei que sim.