20.8.16

«4. Ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me censuro de o ser, porque temo que o ciúme fira o outro, porque me deixo submeter a uma banalidade: sofro por ser exclusivista, agressivo, louco e vulgar.»

/Fragmentos de um Discurso Amoroso - Roland Barthes/




na vastidão e complexidade que a percepção |individual e colectiva| do mundo nos traz, nunca conseguirei entender a gente que define o todo pela parte. para quê generalizar o que advém de situações concretas e singulares? será essa uma forma de se auto-definirem como pessoas maduras, as que sabem da vida? mas como saber da vida, se ela nos obriga todos os dias à roda-viva da descoberta, aos trambolhões na estrada gasta, em que uns esfolam mãos e joelhos e outros caem de cabeça na pedra dura? 

por isso prefiro os que duvidam, aos que têm certezas - especialmente, as absolutas.


-- não me vieram as palavras - apenas - por causa do tema do ciúme, mas também. --