9.8.16

Os testículos e a borboleta

Aquilo não era sexo, ela o fagocitava com a vagina. 
Pompoarismo e muito bate-boca.
Brigavam nus entre a cama e a parede,
acurralados faziam o amor em pé para redimir um as dores do outro.
Quando lhe penetrava, sua borboleta bem exhibida à mostra,
farfalhava as pequenas asas agradecida ao preenchimento do oco, 
que lhe chegava até a alma.

Pensava que qualquer mulher seria assim faltosa do pólen.

Devoradora, o castrava enquanto lhe lambia os testículos com a língua em ponta,
depois jogava-os para cima e para baixo como se estivese com duas cereijas na boca

 - uma dor quase imperceptível que apenas ela sabia fazer com exatidão -

...


/Carmen Picos: daqui/