6.9.16

ouço as sirenes novamente. a cidade, esta onde os turistas não chegam, fervilha de vida em esquinas cortantes. com a noite, vem o receio das criaturas nascidas em becos sem saída, figurantes sem voz e sem nada a perder. o som dos passos confunde as sombras em torno dos candeeiros. nas varandas fumam-se os primeiros cigarros e ouvem-se bebés em balidos de sono.
e não tens medo?