6.9.16

um gato morto na estrada, é o que vejo, manhã cedo, nos arrabaldes da cidade. e a tristeza lacónica  do costume apodera-se de mim. há todas as mortes, pequenas e grandes, gente esmagada dentro de carros velozes, mulheres que morrem no chão da cozinha, crianças em hospitais, velhos ao abandono - há todas as mortes, naquele gato esventrado, mas ninguém parece reparar nelas.