2.10.16

acordaram-me pelas cinco da manhã, tudo escuro, apenas as luzes do casario, na encosta. queriam sair. calcei as botas, umas calças velhas, o casaco azul, e fui com elas. 
ainda com a lanterna apagada, quedo-me no cimo da ladeira, encantada com o céu estrelado, enquanto as aves nocturnas e os grilos executam o concerto da noite. guardo o momento, precioso, e avanço por entre os arbustos, lanterna em riste, procurando os dois pares de olhos apressados.

cansadas e satisfeitas, ouço-as agora roncar. a mim, sobra-me a caneca de café com leite, a piscina do submarino e um livro disposto a navegar comigo.


bom domingo.


/ouço os primeiros tiros do outono. que raiva me (re)nasce./