22.10.16

de Raul e Herberto, aprendi a lei da metamorfose, teoria geral da vida, das coisas e da imaginação. é no poder da transformação que nasce a tristeza crónica inveterada. no dia em que tudo for plano e o voo do condor ficar preso na linha do horizonte, a realização da condição absoluta acontecerá e explodiremos num grão de plenitude extasiada. no dia em que a mudança for impossível, as características imutáveis,  as variações imobilizadas, conheceremos, nos breves instantes precedentes à aniquilação, - feixes de luz cegando-nos -, no seu estado mais puro, a felicidade consubstancial.


numa teimosia suicida de não querer ser infeliz, morre, aquele que não se adapta.

a este propósito, dizem as mulheres das estepes, descendentes das mais bravas sármatas, não te aflijas pelo filho que chora, mas antes pelo que permanece imóvel.