30.10.16

encontrar uma teia de aranha, ainda que pequena - a teia, que de Miluzinha, nem sinais - no lava-loiças, há-de ter algum significado, mas prefiro não reflectir sobre coisas profundas tão cedo. aproveito estes sessenta minutos, oferecidos pela boa-vontade do mesmo alguém que daqui a seis meses os rapinará sem piedade, para pôr as pernas ao sol, observando taeko e yukiko na felicidade da escavação, em companhia da última bolacha e do último pacote de leite, morno, com duas colheres de mokambo. também não quero reflectir sobre isso agora. por arrumar vejo ainda o saco dos felinos e a caixa das gordinhas. está tudo bem, nada nos falta.

/o próximo animal que me vier parar às mãos, há-de chamar-se mokambo/a. caracóis e primas lesmas não contam. nem bichos de prata. perdoa-me, senhor./