18.11.16

no seu voo atarracado, Mokambo, o mocho-galego, alcançou o pilar de madeira, enquanto eu observava Marlon Brando, escondido no meio de um tufo de erva verde-belo. Taeko encontrava-se a pouco mais de dez metros, mas deixou-se ficar deitada. suspiro de alívio, de tigela nas mãos - dieta de papas com cheiro a maçã, em busca dos quilos perdidos -, e pondero o banho no submarino. talvez - finalmente - tenha aprendido que os felinos são senhorios destas terras, de igual modo como suas majestades, as duas gordas. Mokambo, por quem me apaixonei faz tanto tempo, abre-me ainda mais os olhos |como são bonitos| e deixa-se ficar no seu poiso. felizmente, para bicho de estimação, não me exige (ainda) tigela cheia, nem manta polar.
o vale, vestido de outono, enche-me a vista. perto, uma vizinha, em posição de lótus, procura o seu nirvana. estranhamente, de olhos fechados.