25.11.16

oriundo do pequeno país do continente e famoso contador de estórias,  júlio - e o seu bestiário mágico - tem viajado comigo, nestes que têm sido os tempos das descobertas azul profundo do mar. Alyyah, ora peixe, ora pássaro, é massa espessa que me navega as veias e à noite se deita ao meu lado. tal como o rei que reinava sem nunca ter visto o mundo, também eu me atrevi a abandonar o palácio e a procurar o meu deserto. júlio diz-me que todos temos um tempo à nossa espera, enquanto improvisa algumas notas no velho trompete.  se algum dia encontrares o rei de quem fala Tagik, o berbere, repete-me, quero apenas que lhe ofereças estas palavras:

Allá al fondo está la muerte, pero no tenga miedo. Sujete el reloj con una mano, tome con dos dedos la llave de la cuerda, remóntela suavemente. Ahora se abre otro plazo, los árboles despliegan sus hojas, las barcas corren regatas, el tiempo como un abanico se va llenando de sí mismo y de él brotan el aire, las brisas de la tierra, la sombra de una mujer, el perfume del pan.


/Instrucciones para dar cuerda al reloj: traduzido aqui/