27.11.16

tive direito a quase tudo, a luz lilás do entardecer, taeko e yukiko escavando debaixo da figueira, misturando o cheiro da terra escura ao doce putrificado das maçãs, cogumelos mansos nascendo entre o verde da erva;  perto, uma motosserra abrindo a madeira, os gansos do outro lado do vale, a silhueta a tinta da china de mokambo, pousado na árvore morta onde descobri o rosto de herberto, pássaros que não conheço trinando perto de mim; alto, um avião em direção às nuvens cor de pêssego.