21.12.16

acordei cedo, neste que dizem ser o dia mais curto do ano. da secretária, ladeada pelas três magnificas: Rosácea, Violeta e D. Poinsétia Verde (Bruno de Carvalho haveria de gostar), vi o nascer do sol, como vejo quase todos os dias, enquanto marfava mais duas fatias do bolo-rainha do lidl: 5 estrelas, sem hesitar, e enchia o bandulho de café com leite, que, a bem dizer, era leite com café. Taeko e Yukiko já voltaram do campo, ainda não foi desta que chegaram à China, tal vai a fundura do buraco. o Sr. Gato continua na despensa, a latinhas, que o pobre já não tem dentes, areia limpa de dois em dois dias, tal é a quantidade de urina, e saquinhos de água quente, electricamente aquecidos de manhã e à noite. está velhinho, mas mantém-se estável. continua a ronronar como um jovem, quando lhe faço festas. não que o tenha conhecido jovem, mas aquele cerrar de olhos e esticar de fronte diz tudo. o submarino já se encontra na temperatura perfeita e o tanque central vai agora ser preenchido a três quartos de água quente. levo o meu poeta azul pela mão, para que me beije, enquanto navego.
parece-me, pelo menos por agora, que estou no bom caminho para a melhor celebração do solstício de inverno em Niflheim.