2.12.16

esta semana, quis o destino que me calhasse desalojar (uma) Milu, da porta do carro velho. insensível às suas longas pernas trémulas, larguei a pobre junto à zona dos aspiradores do elefante azul. nunca faria tal coisa a um mamífero |se até o rato transportei para a segurança do mato cerrado|, tão-pouco o fiz com a Carlota, por que diabos cometi tal infâmia com o pequeno aranhiço, tantas vezes sinédoque do meu pensar?