23.12.16

Lila, outrora encantadora de borboletas de silfos nos planaltos da aldeia, navega agora pelo grande oceano, no baleeiro do tio Micá.  no rosto, o sal e o sol fizeram nascer estrelinhas sardentas e o vento transformou-lhe os cabelos em ondas impossíveis de domar. nunca houve no mundo animal tão grande, nem nos tempos dos dinossauros, exclama o tio Micá, de olhos postos na lua, enquanto fuma o seu cachimbo. Lila perscruta o infindável oceano em brilhos de prata, perguntando-se onde estarão as grandes borboletas do mar. em breve será natal e terão de voltar a Akureyri. assobia baixinho, mais uma vez.