6.12.16

servir-me-á de metáfora para tanta coisa na vida, esta ideia de que, para aquecer os pés (sempre) gelados, o melhor é calçar meias mais grossas, quando na verdade, - experiência já comprovada -, a única forma possível é descalçar meias e sapatos e submergir a carne na água quente.
é nesta ideia feliz - o submarino em silêncio, a meio tanque de água quente - que me refugio deste dia amargo, que teima em se alargar.

5 comentários:

  1. (obrigada Palmy. depois selfo-me com elas :b)

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  2. Esta caixa não estava cá ontem... nã que interesse, mas eu nunca me importo de receber meias no natal...

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    1. falha minha, que obriguei a Santa Autoridade do Natal, Palmy, a Grande, a dar-me ensinamentos fulcrais numa caixa algures perdida no passado...

      (meias e pijamas deprimem-me na altura, mas a verdade é que dão muito jeito no resto do ano!)

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  3. gosto tanto deste teu texto. vou guardá-lo para lembrar de que se pode falar doce sobre coisas amargas.

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    1. custa despir, quando o corpo tem frio.

      és bonita.

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