4.1.17

Amália, a menina que me espreita pela sebe, sempre abraçada ao seu chorão, perguntou-me há dias se podia ficar com o gatinho às cores. ri-me à ideia. Ramirez, o espanhol, contrabandista encartado, esquivo por natureza, o melhor caçador do vale, ronronando às mãos de uma menina, como dama de companhia. posso? insistiu ela.

8 comentários:

  1. Com sorte, os pais não deixam e o assunto morre às mãos da inamovível vontade da autoridade suprema :)

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    1. ???!!! mas vossemecê acha que euzinha alguma vez na vida abdicaria de comprar a ração ao Ramirez?!? (que no fundo é disso que se trata, nenhuma de nós é inocente, no que a gatos diz respeito, para acreditar que é "dona" deles :))

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    2. Era só a ver se estavas atenta. Claro que não abdicas, nem de comprar a ração, nem de tudo arranhado em casa. Há lá vida melhor do que essa? :)

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    3. quando mo "ofereceram", (porque tinha feitio difícil e entretanto tinham ficado com uma gata mansinha), era um gatinho pequeno, tão pequeno que se escondeu atrás do bidé (que era oco!! oco, vejam bem), e eu horas e horas em pânico, raivosa comigo mesma, por não perceber como tinha deixado fugir um gatinho daqueles. corri os vizinhos, vi debaixo dos carros estacionados, enfim... horas mais tarde ouço o miado... ainda demorei alguns minutos (bastantes) a descobri-lo, mas pelo menos sabia que estava em casa. hoje rimo-nos os dois, mais eu, que ele é mais de miadinhos :b

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    4. quando a minha mãe nã sabe dos gatos, abre a fornalha... ou então uma lata, ou no caso dos pequenos, lança uma bola...

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  2. E eu? Também Posso?
    Ainda vou fazer desse Ramirez um Lord :)

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    1. :)))

      Ramirez é moço para a encantar com a sua timidez, sim senhora! mas, note, Ramirez oferece-me todo o tipo de animais mortos. entenda, miss, é uma relação muito forte :)

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