30.1.17

não a reconheci, agachada em frente à maquina do tabaco, mostrando o inicio de umas cuecas generosas, ponteadas de largas estrelas. quando mais tarde abandonei o espaço, a cabeça ainda longe, pensando no muro de pedra, prenhe, que esta manhã gritava a sua iminência de ruir, vi-a, entregando um cigarro ao sem-abrigo das muletas. cumprimentei os dois e segui o meu caminho. não pude deixar de sorrir, sempre engracei com aquela rapariga.