12.2.17

Emílio tem de morrer. Cassandra deixa cair a cavaca das mãos e repete baixo o pensamento: Emílio tem de morrer e tem de ser antes de santa rosa de viterbo. Apanha a cavaca do chão e encaixa-a na cova do braço, onde irá levar uma braçada inteira. No fim, agarra algumas pinhas da saca velha de sarapilheira e enfia-as nos bolsos largos do casaco. Emílio tem de morrer, mas por agora Cassandra precisa de acender o lume e fazer o jantar. Tranca a porta do cabanal, enquanto enxota o gato,  e encaminha-se para casa.