se as palavras tivessem facas e me cortassem os lábios, a língua, as mãos, ao tentar segurá-las na boca,
e se as facas, afiadas, ao dilacerar a carne, escondessem a dor dentro das palavras,
então eu escreveria
"Sei uma quantidade de histórias terríveis. Vi muita coisa, contaram-me casos extraordinários, eu próprio… Enfim, às vezes já não consigo arrumar tudo isso. Porque, sabe?, acorda-se às quatro da manhã num quarto vazio, acende-se um cigarro… Está a ver? A pequena luz do fósforo levanta de repente a massa das sombras, a camisa caída sobre a cadeira ganha um volume impossível, a nossa vida… compreende?… a nossa vida, a vida inteira, está ali como… como um acontecimento excessivo… Tem de se arrumar muito depressa."
«Há no esquecimento, ou na lembrança total das coisas, uma rosa como uma alta cabeça, um peixe como um movimento rápido e severo. Uma rosapeixe dentro da minha ideia desvairada. Há copos, garfos inebriados dentro de mim. - Porque o amor das coisas no seu tempo futuro é terrivelmente profundo, é suave, devastador.»
"Bem, não aguentamos a desordem estuporada da vida."
ResponderEliminarEu também.
Um beijinho,querida Flor
"Sei uma quantidade de histórias terríveis. Vi muita coisa, contaram-me casos extraordinários, eu próprio… Enfim, às vezes já não consigo arrumar tudo isso. Porque, sabe?, acorda-se às quatro da manhã num quarto vazio, acende-se um cigarro… Está a ver? A pequena luz do fósforo levanta de repente a massa das sombras, a camisa caída sobre a cadeira ganha um volume impossível, a nossa vida… compreende?… a nossa vida, a vida inteira, está ali como… como um acontecimento excessivo… Tem de se arrumar muito depressa."
ResponderEliminarum beijo, querida Miss Smile
também ando a considerar essa hipótese. hoje estive bem perto.
ResponderEliminarbeijo, flor :)
"Eu digo que ninguém se perdoa no tempo.
EliminarQue a loucura tem espinhos como uma garganta."
um beijo, ana do mar.
acordei a meio da noite, com a sensação de ter espinhos na garganta. de manhã tinha desaparecido, mas deve ser uma sinal.
Eliminar«Há no esquecimento, ou na lembrança
Eliminartotal das coisas,
uma rosa como uma alta cabeça,
um peixe como um movimento
rápido e severo.
Uma rosapeixe dentro da minha ideia
desvairada.
Há copos, garfos inebriados dentro de mim.
- Porque o amor das coisas no seu
tempo futuro
é terrivelmente profundo, é suave,
devastador.»
Eu enlouqueci. E de lá da loucura o mundo é que é insano... Então, vou e volto aquando me dá na telha; é divertido.
ResponderEliminar«De médico e louco todos temos um pouco»
Eliminar:)
Oh, mas para ganhar a medalha é necessário o inverso. Não enlouquecer, querendo tanto...
ResponderEliminara loucura embala, capitã :)
Eliminarjá lá estarei?
ResponderEliminarvê a estação de destino no bilhete, Manel :)
Eliminar– Não preciso de remédios - disse eu. - Sei histórias tenebrosas, acerca da vida. De que me servem barbitúricos?
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