se as palavras tivessem facas e me cortassem os lábios, a língua, as mãos, ao tentar segurá-las na boca,
e se as facas, afiadas, ao dilacerar a carne, escondessem a dor dentro das palavras,
então eu escreveria
5.3.17
deixei Camões na chuva miudinha da manhã de domingo e desci ao parque subterrâneo. ainda não era hora de almoço e já o dia me levava seis horas da vida.