17.4.17

«Os meus pés já não se deslocavam. A caverna já não era uma estrada sem fim a abrir-se na minha frente. Era um berço de madeira, forrado de peles, a baloiçar. Quando deixei de dar passadas firmes, de contar os passos, quando deixei de apalpar os muros à minha volta com dedos torcidos como raízes, de procurar alimento, o passeio labiríntico alargou-se, o silêncio tornou-se aéreo, as peles desintegraram-se, e entrei numa cidade branca.» 


Anais Nin, Debaixo de uma Redoma