13.4.17

quando me viu, envergonhou-se. ofereceu-me um sorriso de pirata cansado. na mão direita, o copo largo, dourado; na outra, a garrafa. pouco passava das dez, trazia nos olhos a noite longa de uma semana cheia de gente na rua. tivesse tido a coragem de trocar a oferta do café pela bebida e eu tê-la-ia aceitado.