10.6.17

finalmente dei-me ao trabalho e fui comprar a água tónica. da melhor, pedi ao bartender invisível. voltei com quatro garrafinhas, quinino natural.
agora, de copo na mão, o dia despido a um canto e o poeta azul aninhado nos lençóis lavados, esperando o meu corpo macio, namoro a lua e deixo-me ir. procuro o lugar mágico onde o tempo congela e a incógnita do amanhã vazio dista de igual maneira das ausências que o ontem me deixou. a cada gole, uma tentativa.